Duas fotos iguais – tá bom, quase iguais – ilustrando duas matérias distintas na home da IstoÉ. Não perdem esse hábito de deixar o site em segundo, terceiro, quarto ou quinto plano…
Ler as matérias da IstoÉ mostra que a equipe produz, sim, um material bom, a escrita agrada, a diagramação – embora um pouco quadrada – agrada… Mas na hora de “portar” (palavra da moda, né…) para a web, pisam muito na bola.
E o que dizer então da home da Dinheiro Rural? “Onde Investir em 2007″ no canto, sem grandes informações novas… Eu fiquei com a impressão de que a revista nem circula mais.
Mas tudo bem, quem sabe um dia eles tem que dar uma de JB às avessas e abandonar a web para fazer apenas impressos?
´Cause we all have issues.
via 9gag
O governo Lula, secundado pelo professor Luciano Coutinho, está repetindo agora o que fizeram os governos militares. Eles sustentaram uma enorme carga de investimentos internos com aumento da dívida externa, que, coincidentemente, também tinha ativos equivalentes no outro prato da balança. Não obstante esses cuidados contábeis, deu no que deu…
Celso Mingo em Relação incestuosa
50% feliz porque o governo do moço está para acabar.
50% preocupado com quem serão os novos presidentes do BNDES, do BC, o novo chanceler…
Ainda que seja muito difícil ser pior do que o Celso Amorim no caso do Ministério das Relações Exteriores, nunca é demais duvidar dos “méritos” que levam as pessoas aos altos postos da administração pública.
Com todo o respeito que eu não te devo, você quer “ser o melhor ex-presidente do Brasil“? Mesmo?
Você não consegue ser o melhor ex-metalúrgico que a Aliança já teve.
Talvez se a sua ambição fosse tornar-se o melhor ex-presidente cachaceiro que o Brasil já teve, aí sim.
Ou, quem sabe, ser o melhor ex-presidente que mais viaja para países sem a menor relevância em toda a história do Brasil.
Ou então, vai saber, algum outro presidente era mais cachaceiro e, na ditadura, as pessoas não sabiam. É uma possibilidade.
E talvez algum presidente em exercício tenha viajado para lugares ainda menos importantes. Tudo bem.
Ficamos assim: Você é o melhor ex-presidente de nove dedos e nada mais que isso.
O PT é assim: bate como gente grande, mas quer ser tratado com carinhos reservados aos pequenos.
Quando apanha, se diz vítima da injustiça, do preconceito, do udenismo, do conservadorismo, do moralismo, dos conspiradores, dos golpistas, das elites e de quem ou do que mais se prestar ao papel de algoz na representação do bem contra o mal, do fraco contra o forte que o partido encena há anos.
Sempre no papel de mocinho, evidentemente, embora desde que assumiu o poder tenha mostrado especial predileção pela parte do roteiro que cabe ao bandido.
Luiz Inácio da Silva é mestre nessa arte, exercitada ao longo de quatro candidaturas presidenciais e muito aprimorada nestes quase oito anos de Presidência da República.
Dora Kramer, Ladeira Abaixo
Eu bem que gostaria de ter esse poder de resumir e explicar as coisas, mas faz sentido que não tenha, já que ela ganha apara isso e eu sou um mero leitor.
Outro bom exercício é tentar tirar uma caixa de Tic Tac do bolso sem deixar as balinhas se mexerem. Se você consegue fazer isso, parabéns e bem vindo ao modo civilizado de ir ao cinema!
Marcelo Janot no CultBlog
Já fazem duas semanas – um pouco mais, um pouco menos – que resolvi dar minha pequena contribuição a sobrevida do Cine Belas Artes e assistir Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works).
Ao contrário de muita gente, genial não é – para mim – sinônimo de Woody Allen. Ele fica acima da média em alguns momentos, fica embaraçosamente mediano em outros e, no final das contas, acaba sendo o que é: um cineasta.
Pensando nos três últimos filmes seus que eu paguei para ver no escuro, não sei se Tudo Pode Dar Certo é melhor, pior ou a mesma coisa que Vicky Cristina Barcelona ou O Sonho de Cassandra.
Ok, não é a mesma coisa. Nenhum dos três filmes tem tantos e tão óbvios pontos em comum para um olhar destreinado como o meu traçar paralelos cinematográficos que façam sentido. Deixo isso para o Zanin ou o Merten mesmo.
Mas, duas semanas depois – um pouco mais, um pouco menos – O Sonho de Cassandra e Vicky Cristina Barcelona não estavam mais no consciente, inconsciente, id e que tais.
Em compensação, hoje, após duas semanas – um pouco mais, um pouco menos – eu ainda canto parabéns duas vezes a cada vez que lavo as mãos.
Pode, sim, ser um simples traço da perenidade de um bom Woody.
Pode ser apenas uma crise de abstinência de Seinfeld projetada no Larry David.
Ainda não sei o que é ou o que pode ser, mas sei que será a segunda chance de Curb Your Enthusiasm na minha lista de pendências em DVD.
Momento de genialidade fotografado por um celular