Arquivo para a categoria 'Revistas'

IstoÉ errado. E continua errado.

26 / 07 / 2010 Publicado por Cidadão Entretido em Portais, Revistas

Duas fotos iguais – tá bom, quase iguais – ilustrando duas matérias distintas na home da IstoÉ. Não perdem esse hábito de deixar o site em segundo, terceiro, quarto ou quinto plano…

Ler as matérias da IstoÉ mostra que a equipe produz, sim, um material bom, a escrita agrada, a diagramação – embora um pouco quadrada – agrada… Mas na hora de “portar” (palavra da moda, né…) para a web, pisam muito na bola.

E o que dizer então da home da Dinheiro Rural? “Onde Investir em 2007″ no canto, sem grandes informações novas… Eu fiquei com a impressão de que a revista nem circula mais.

Mas tudo bem, quem sabe um dia eles tem que dar uma de JB às avessas e abandonar a web para fazer apenas impressos?

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E você, tem edições? Edições?

25 / 07 / 2010 Publicado por Cidadão Entretido em Ilustrações, Quadrinhos, Revistas

´Cause we all have issues.

via 9gag

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Páginas cor-de-rosa

14 / 06 / 2010 Publicado por Cidadão Entretido em Design, Fotografias, História, Mulheres, Revistas

The National Police Gazette

The National Police Gazette é uma dessas jóias que a internet permite reaparecer, décadas e décadas depois, nas telas do planeta inteiro.

A publicação é considerada antecessora do jornalismo falso de Jon Stewart e similares, além de receber crédito por, muito antes de Howard Stern, reconhecer o apelo de certas imagens e idéias avançadas e ofensivas e formatá-las para serem aceitas pela cultura popular.

Criada por Richard Fox no fim do século XIX, a Police Gazette dedicava-se a cobertura de boxe, uma das paixões do fundador e cuja prática era ilegal nos EUA, desenhos burlescos de mulheres, geralmente mostrando os joelhos – um grande avanço erótico para a época – além de crimes e cobertura de espetáculos teatrais. Mas não era apenas uma revista para os senhores. De acordo com um texto de 1845, ano de sua fundação:

“We offer a most interesting record of horrid murders, outrageous robberies, bold forgeries, astounding burglaries, hideous rapes, and vulgar seductions in various parts of the country…”

A Police Gazette foi, segundo relatos, a primeira publicação a utilizar ilustrações para dramatizar as histórias e, embora não possa ser afirmado com certeza – jornalistas free-lancers, editores, redatores e afins trabalhavam sob codinomes – muitos dos grandes profissionais da imprensa da época passaram pelas páginas cor-de-rosa da publicação.

Essas pioneiras ilustrações eram criada por funcionários que trabalhavam em tempo integral para Fox, geralmente desenhadas à partir de relatos ou lembranças.

Já os repórteres, contratados para trabalhar nos fins-de-semana enquanto estavam longe das redações em que trabalhavam durante a semana, tinham um esquema de trabalho um pouco diferente: Eram trancados – acredita-se que voluntariamente – em uma sala, onde tinham acesso a bebida e comida de excelente qualidade e sem limites, por todo o fim de semana. Na segunda-feira, o segurança os deixava partir para os seus empregos, cada um com dez dólares pelo trabalho executado.

Exemplo clássico e cheio de clichês do romantismo com que enxergamos hoje o jornalismo – e diversas outras profissões – na passagem do século XIX para o XX, a Police Gazette durou até 1977, sendo administrada por Fox até sua morte em 1922, como um multimilionário.

Hearst e Pulitzer, dois nomes em que a imprensa americana se construiu e servem de referência até hoje, já admitiram a “dívida” que mantém com Richard Fox; o império destes começou exatamente no declínio e fim da Police Gazette.

Diz a internet que, após sucessivas vendas, o título hoje encontra-se com uma empresa canadense, e ainda é encontrado em bancas pela América do Norte. Mas dificilmente produz capas com a chamada e a composição dessa dupla Cuba+Lollobrigida.

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IstoÉ (um erro)

06 / 10 / 2009 Publicado por Cidadão Entretido em Portais, Revistas

Se tem uma revista que já não conta lá com uma imagem das melhores é a IstoÉ.

Desde a época que se chamava IstoÉ Senhor, o nome deixava um ar aristocrático sério demais.

Nos tempos mais recentes, as inúmeras notícias de fechamento da Editora Três, atrasos de salário e afins.

(Não, essa última parte não é exclusividade da Três)

Tudo bem, nenhuma empresa vai acertar a vida inteira. Nem a übber-cool Apple acerta sempre. Mas tem certos deslizes que não se pode cometer.

Uma padaria fazer pão com cimento, por exemplo. Ou um bombeiro atear fogo (Só faz sentido em Fahrenheit 451) ao invés de apagar.

É nessa categoria – além da categoria de preguiça injustificável de ao menos ler o texto – que se encaixa a beleza de screenshot acima. Se você precisa ajudar a sua revista a não morrer, nessa época em que é difícil além da conta manter um título impresso vivo, esse tipo de deslize é capaz de acabar com o pouco de imagem que sobrou às revistas.

E prova cabalmente que não, no geral a mídia impressa – especialmente a brasileira – não faz idéia de como vai fazer essa transição.

(Não viu nada de errado? Lê com atenção você também! Ou você é revisor de site na Três?)

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Error, error…

28 / 08 / 2008 Publicado por Cidadão Entretido em Revistas

Começando hoje, não comento mais esse tipo de coisa. Só aponto, mas não comento. Juro. Não consigo encontrar mais nada para falar dessas aberrações.

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Não acredite nas dimensões

11 / 08 / 2008 Publicado por Cidadão Entretido em Revistas

“The consumer we want to reach watches ‘Lost’ on a big TV screen, on a computer screen and on an iPhone,” he said. “They’re agnostic on format.”

Gary Armstrong, CMO da Wenner Media em relação ao novo formato da Rolling Stone.

Você também não acha que os termos estão se confundindo demais? Ou isso é possível graças a nossa receptividade a mashups, remixes, copia-e-cola? Agnóstico de formato? Não, isso tá errado.

(E não, eu não acho que faz a menor diferença o formato da. Por mim, a RS podia ter o tamanho da Pix)

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Paulo, Ray, Carol e você

06 / 08 / 2008 Publicado por Cidadão Entretido em Livros, Revistas

Sim, 451 graus na escala Fahrenheit – ou Celsius 233, na versão de um tradutor trapalhão – é a temperatura de combustão do papel. A história acontece num futuro cinzento, com trocadilho, em que livros estão proibidos por um governo ditatorial. Ler, afinal, é muito perigoso. Entre um parágrafo e outro, aiaiaiai, alguém pode, caracas, ter uma idéia.
(…)
Ei, se você chegou agora, seja bem-vinda e fique logo sabendo que 1) Essa piromania editorial é dirigida única e exclusivamente a títulos de auto-ajuda. 2) Especialmente, àqueles cometidos com o intuito, deliberado ou não, de anular qualquer coisa parecida com um pensamento. 3) Mais especificamente, aos livros que têm na alça de mira das estratégias de marketing o tal público feminino, também conhecido como você, leitora.

via

O editorial da TPM vêm com referências a dois problemas que irritam este pobre cidadão entretido desde sua alfabetização – trocadilhos e traduções idiotas (mas esse é o menor dos problemas) e auto-ajuda, e uma menção ao já-aqui-tratado Fahrenheit 451, de Ray Bradbury.

Vale a pena ler “Quer ler um antidepressivo?” na edição deste mês. E lembrar de um autor cuja auto-ajuda auto-centrada ajuda demais a manter sua vivência no exterior – ao menos o Brasil se livrou deste problema – através de um bom tanto de consumidores fiéis e, desculpem a franqueza, semi-débeis: Paulo Coelho.

Aliás, de tudo, tudo mesmo, que está nessa capa abaixo, o que você acha que vai ajudar a aumentar as vendas (AJUDAR, eu disse. Eu sei que a nudez da tal Carol Castro é o ponto principal mas, entre avião e whisky, espumantes e Paulo Coelho com essa frase já na capa, o que vai chamar a atenção?)

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The Tween & Teen Lifestyle Report

20 / 06 / 2008 Publicado por Cidadão Entretido em Livros, Revistas, Televisão

“Today’s youth would rather go online, play videogames or watch TV than read magazines or books. According to new data released Thursday (June 19) from research firm Youth Trends, the percentage of teens (ages 13 to 17) and ‘tweens (ages 8 to 12) who read a magazine for fun declined for the third consecutive year, while TV viewing, online and mobile usage increased.”

via

Sempre que saem pesquisas com dados desse tipo – e elas são abundantes – me chegam os mesmos dois pensamentos:

Um – Eles precisam mesmo pesquisar para concluir que as novas gerações não parecem ter o menor interesse em leitura, seja de jornais, revistas, livros ou bulas de remédio?
Sim, eu até imagino que na hora de apresentar alguma brilhante idéia de mídia online para seu gerente, você faz a festa com esses dados. E ele quer ver esses dados, mesmo que sejam batidos, reduntantes, óbvios ou que ele não entenda nem o que tweens significa (E como p.s., entre tweens e twee, claro que prefiro o segundo…)
Tudo bem, algum instituto deve faturar horrores ao buscar essas informações e interpretá-las.

Dois – A mistura de medo do futuro e descontentamento somada a idéia de que realmente não é uma boa idéia ter filhos fica mais presente.
Não, eu não quero que tweens (como esses termos irritam) leiam Em Busca do Tempo Perdido aos 14 anos. Eu nunca li e tenho o dobro dessa idade. Mas não consigo encarar com normalidade o desinteresse que as pessoas, jovens pessoas, demonstram por algumas coisas fundamentais na formação de um… cérebro.
Sim, minha geração deve ter feito a mesma coisa. Sinal de que estou ficando velho e assumindo a postura que tanto criticava, de que “esses velhos nunca me entendem”.

É, deve estar na hora de encarar aqueles sete volumes e comecar a trocar a cerveja por um conhaque, o cigarro por um cachimbo e as camisetas velhas por novíssimas polos.

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Revistas, assuntos e títulos sem inspiração

15 / 06 / 2008 Publicado por Cidadão Entretido em Músicas, Revistas

Playboy Nº 92 (Jul/Ago ‘08, França)

Não faz a menor diferença quem é Judith Godrèche (mas se quiser mesmo saber, veja aqui mas volte para terminar a leitura), o que realmente faz a diferença são os destaques na capa da revista.

(Sim, é repetitivo. Mas dessa vez ao menos não vou comparar a qualidade fotográfica da capa de uma edição francesa e uma brasileira, então mereço algum crédito pela evolução do raciocínio.)

O que incomodou dessa vez foi o simples fato de que a Playboy francesa parece ter entendido – em menos tempo, já que eles estão no número 92 e nós estamos na edição 397 – que não, a Playboy não é mais a fonte número um de falta de roupa.

Julgando pelas pequenas fortunas pagas pela Abril para as moças que saem em suas páginas, muita gente ainda busca mulheres peladas em suas páginas, mesmo com a internet sendo o maior depósito de sexo explícito imaginável (46 milhões de sites, excluindo os americanos, isso com dados antigos)

(Certo, existem as pessoas que dizem que o acesso a web cresce no Brasil mas já que isso ocorre muito às custas de lan-houses e afins, não era de se esperar que esse mar de homens ficassem olhando sexo explícito na frente de mais doze pessoas, então imagino que sim, eles apelam para a Playboy. Me desviei do assunto? Imagine…)

Voltemos a capa. Chet Baker, Ford Mustang, Dylan, Kurt Cobain, Crystal Castles, The Do, Yelle… Não sei, pode realmente ser uma visão distorcida de um passado que eu não vivi (e como não tive a sorte de comprar uma coleção de Playboys americanas antigas, como certas pessoas, não tenho mesmo como ter essa certeza) mas a revista não fica muito mais significativa assim, quase da forma literária que eram as primeiras edições da Playboy americana?

As próximas (muito próximas) gerações não vão comprar revista para ver mulher pelada. Não cresceram assim, não precisam disso. Então uma revista que traga boas coisas para ler ao invés de fotos para apreciação solitária não tem mais chances de continuar a ser publicada, ainda mais em mercados que criam e matam revistas quinzenalmente?

Sim, muitas revistas de boas matérias morreram. Sim, a grande maioria não era bancada por grandes editoras. Logo, juntar as boas matérias, a grande editora, o peso do nome da publicação, tudo isso, não pode dar certo? Se até a VIP consegue ser menos inútil que a Playboy nacional, isso não cria nenhuma sinapse na cabeça de algumas pessoas?

Sorte do J.R. Duran e seus seguidores. Ainda devem faturar muito por três dias de fotos em paraísos.

(Sim, eu continuo com parênteses demais. Desculpe, meu raciocínio é assim mesmo. Culpa das férias, gostaria de pensar, mas não, sempre foi assim…)

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França ’08 X Brasil ’08

06 / 06 / 2008 Publicado por Cidadão Entretido em Revistas

Edições de junho

E isso, meus caros, encerra nossa discussão de hoje sobre os motivos que fazem alguns países serem desenvolvidos e outros nem tanto.

Comentários? Não precisa. Conselho? Foge.

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