Eu gosto, gosto mesmo, do Estadão – dentro dos limites do quanto é possível gostar de um jornal, claro – desde antes do dia em que substitui a assinatura da Folha. E também gosto da cara nova do portal, é bem mais agradável do que as antigas tentativas deles (excessão dos sites do Limão, que eu não entendo, do Link, que é uma zona e das rádios, que também não são lá muito atualizados).
Mas tem algo que não só não faz muito sentido como deixa aquele gosto de “feito pelo sobrinho” (aka nas coxas) que todo mundo entende: as fotos no rodapé das páginas.
NACIONAL: Tudo bem, entendemos a importância/comoção da morte de uma figura pública. Mas não ficou muito bom isso não:
Massacre: Jefferson Péres morreu cinco vezes
Ok, ao menos não repetiram as fotos, só os textos. Mas não dá para ser assim tão criativo com textos minúsculos em legendas de falecimentos.
METRÓPOLE: Sim, também sabemos da importância do maior evento gay da América Latina… mas desde domingo até hoje, só no meu bairro, devem ter ocorrido ao menos dez fatos importantes que mereceriam algum destaque, imagine no resto da cidade.

12ª, 13ª, 14ª, 15ª…. Parada do Orgulho GLBT
Pensando que a pessoa que escolheu os destques achou interessante utilizar essas fotos para dar um colorido na página, deixar mais viva, podemos até não ser tão críticos. Sem contar que as quatro legendas são diferentes, logo a pessoa até desenvolveu um trabalho.
CADERNO 2: Nesse caso já não dá para fazer concessões. Mesma foto, mesmo título, mesma legenda.

Mirror, mirror…
Um dia, quem sabe um dia, a mídia impressa não vai brigar tanto assim para transportar seu conteúdo para a web. (Embora a minha modesta linha de raciocínio me diga que isso é muito mais um problema de RH do que de tecnologia, falta de recursos, falta de assunto ou pressa.)