
Duas fotos iguais – tá bom, quase iguais – ilustrando duas matérias distintas na home da IstoÉ. Não perdem esse hábito de deixar o site em segundo, terceiro, quarto ou quinto plano…
Ler as matérias da IstoÉ mostra que a equipe produz, sim, um material bom, a escrita agrada, a diagramação – embora um pouco quadrada – agrada… Mas na hora de “portar” (palavra da moda, né…) para a web, pisam muito na bola.

E o que dizer então da home da Dinheiro Rural? “Onde Investir em 2007″ no canto, sem grandes informações novas… Eu fiquei com a impressão de que a revista nem circula mais.
Mas tudo bem, quem sabe um dia eles tem que dar uma de JB às avessas e abandonar a web para fazer apenas impressos?

Se tem uma revista que já não conta lá com uma imagem das melhores é a IstoÉ.
Desde a época que se chamava IstoÉ Senhor, o nome deixava um ar aristocrático sério demais.
Nos tempos mais recentes, as inúmeras notícias de fechamento da Editora Três, atrasos de salário e afins.
(Não, essa última parte não é exclusividade da Três)
Tudo bem, nenhuma empresa vai acertar a vida inteira. Nem a übber-cool Apple acerta sempre. Mas tem certos deslizes que não se pode cometer.
Uma padaria fazer pão com cimento, por exemplo. Ou um bombeiro atear fogo (Só faz sentido em Fahrenheit 451) ao invés de apagar.
É nessa categoria – além da categoria de preguiça injustificável de ao menos ler o texto – que se encaixa a beleza de screenshot acima. Se você precisa ajudar a sua revista a não morrer, nessa época em que é difícil além da conta manter um título impresso vivo, esse tipo de deslize é capaz de acabar com o pouco de imagem que sobrou às revistas.
E prova cabalmente que não, no geral a mídia impressa – especialmente a brasileira – não faz idéia de como vai fazer essa transição.
(Não viu nada de errado? Lê com atenção você também! Ou você é revisor de site na Três?)
O site da IstoÉ Dinheiro nunca foi a página mais organizada das publicações brasileiras, mas ao menos os erros ocorriam esporadicamente. Agora ficou muito frequente.
A matéria sobre a Schering-Plough tem algo do estilo nessa semana.
Parágrafo 3:
“A grande jogada da companhia americana, no entanto, ainda está por vir. Trata-se do Noxafil (nome para o mercado americano), que estréia uma nova classe de fungicidas – medicamento indicado para infecções complexas. O produto, que promete controlar infecções hospitalares, deve ser lançado em breve no mercado europeu e chegar no Brasil até 2008. “Estamos jogando nossas fichas neste lançamento”, afirma Porto.”
Parágrafo 4:
“O ingrediente principal do mercado de jeans é a inovação. Para competir com os preços e modelos de rivais externos, as fabricantes brasileiras do denim se viram do avesso para tornar realidade os pedidos malucos dos estilistas. Na última edição da São Paulo Fashion Week, causaram furor as calças mostradas pelas grifes Cavalera, Zoomp e Ellus.”
Fez sentido? Não sei se a intenção deles é algo como “bota na web de qualquer forma e quem quiser ler direito compra a revista” ou se fazem mais o estilo “cada repórter publica sua matéria no site mesmo que não entenda nada de HTML”. Mas que isso faz um bem louco para a credibilidade da publicação, isso eu não duvido…