Outro bom exercício é tentar tirar uma caixa de Tic Tac do bolso sem deixar as balinhas se mexerem. Se você consegue fazer isso, parabéns e bem vindo ao modo civilizado de ir ao cinema!
Marcelo Janot no CultBlog
Outro bom exercício é tentar tirar uma caixa de Tic Tac do bolso sem deixar as balinhas se mexerem. Se você consegue fazer isso, parabéns e bem vindo ao modo civilizado de ir ao cinema!
Marcelo Janot no CultBlog
Assistir Ninho Vazio serviu, de início, para confirmar uma opinião: Porteños fazem cinema infinitamente melhor que brasileiros.
Não, essa minha opinião não é nova e já foi mencionada por aqui. Mas não tem como não sentir-se obrigado a afirmar e reafirmar a superioridade artística das películas argentinas. Até quando não é um vencedor de Oscar e sim um filme mediano, as diferenças – à favor deles – são assustadoras.
As únicas caras conhecidas da obra – ao menos para um não especialista em cinema como eu – são Inés Efron, do ótimo XXY, e Cecília Roth, famosa por esses lados do Rio da Prata, entre outros, por Epitáfios. E isso contribui bastante para o resultado final do filme.
Ver aquele curto desfile de caras comuns, numa história comum, talvez seja o principal motivo para encarar o filme como uma história banal. Não dá para acreditar em uma história de um casal qualquer quando as duas caras estampadas na tela estão diariamente na sua TV nas novelas e propagandas.
Apesar das escapadas para o excessivamente imaginativo – como a cena da escada rolante e as coreografias dentro do shopping – a história é banal. E isso é ótimo para ela.
As cenas discretas de olhares trocados, a ausência de uma trilha sonora marcante, a transição inesperada entre Argentina e Israel, a relação desenvolvida entre as personagens principais e seus interesses afetivos, tudo colabora para pouco mais de uma hora e meia de bom entretenimento.
Aproveita esse Telecine Cult dando sopa na sua TV e vai atrás de uma das exibições. Vale muito mais que parar num AXN e re-ver outro crime ser solucionado.